28
set 18

Agile Coach no SoftDrops

Agile Coach no SoftDrops

No dia 19 de setembro, Karina Hartmann falou aos colegas sobre o livro Coaching Agile Teams, de autoria de Lyssa Adkins. A Gerente de Projetos destacou que a escolha do tema foi guiada pelo trabalho de implementação de métodos ágeis realizado pela SoftDesign em determinados clientes que buscam transformação digital e transformação ágil.

Por que Agile Coach?

Segundo Karina, o livro tem início com um questionamento: “Por que fazer Agile Coach? Qual a sua relevância?” E a resposta vem em seguida: devido à crescente importância do método ágil e do seu universo de práticas que auxiliam na resolução de problemas complexos e no desenvolvimento de produtos inovadores.

A Gerente de Projetos explicou que, muitas vezes, quando um time decide utilizar o Scrum, apesar de seguir seu guia e adotar algumas práticas, defronta-se com uma série de barreiras culturais e de mindset. “O Agile Coach existe então para que o método ágil seja usado corretamente, sendo considerados os valores ágeis e esclarecidos os motivos pelos quais cada prática é realizada, para que assim os times e as empresas possam realmente se beneficiar dessa transformação”.

Quem é o Agile Coach?

Para expor o perfil ideal de um Agile Coach, Lyssa o aproxima do Scrum Master, lembrando entretanto que o Agile Coach funciona como um termo mais amplo pois considera também aqueles que atuam com outras ferramentas além do Scrum, como o Kanban, e práticas no nível da organização e do portfólio. “Ele é um mentor, alguém que compartilha conhecimento e experiência sobre práticas; mas também um facilitador, que está sempre ajudando os outros a melhorarem, a se autoavaliarem”, comentou Karina.

Uma questão importante é que o Agile Coach não deve ser apenas um professor ou implementador de ferramentas: para Lyssa ser Agile Coach ‘é mais sobre o que você é e os comportamentos que você modela do que sobre técnicas e ferramentas’. Por isso, dentre características pessoais de um bom Agile Coach, estão: escuta ativa; capacidade de compreender como os participantes do time estão se sentindo; ser preocupado com as pessoas, com sua evolução (e não com o produto); ser curioso; otimista; e flexível. Ainda, segundo Karina, “a autora ressalta que o autoconhecimento é essencial, pois um Agile Coach precisa ter consciência sobre suas reações a conflitos e sobre sua comunicação (oral e corporal), já que suas atitudes impactam diretamente na evolução de cada time”.

Adaptar é necessário

Ao final do SoftDrops, a Gerente de Projetos explicou que nem sempre as práticas que funcionam com um time serão ideais para outros. “Os times passam por vários estágios de melhoria, eles não começam nivelados. Por isso, o Agile Coach precisa se adaptar e, para auxiliar nessa tarefa, Lyssa apresenta três níveis de evolução inspirados nas artes marciais: o Shu, o Ha e o Ri”.

Karina destacou que no nível Shu a equipe está em fase de aprendizagem, então o Agile Coach deve ensinar e fazer seguir as regras. No nível Ha, por sua vez, o time já consegue executar corretamente o método e começa a ‘quebrar’ algumas das suas regras adaptando-o ao seu contexto – neste nível, o Agile Coach ajuda a aprofundar os motivos pelos quais cada coisa é feita, evitando que as adaptações do time façam o método ‘se perder’.

E por fim, no nível Ri, quando a equipe está madura e aprofundou o conhecimento, o Coach atua como um conselheiro, que conversa e ajuda na evolução do método. “Nessa metáfora das artes marciais, o Agile Coach é visto como um mestre que ensina seus alunos, colabora para a evolução de cada um, e tem por objetivo final que eles se tornem melhores do que ele próprio, para que o conhecimento possa continuar sempre evoluindo”, completou Karina.

Coaching Agile Teams (2)

Coaching Agile Teams (3)

Micaela L. Rossetti
Micaela L. Rossetti

Coordenadora de Marketing da SoftDesign, é formada em Jornalismo (UCS) e mestre em Comunicação Social (PUCRS). Especialista em comunicação e marketing digital, é aluna do MBA em Gestão de Projetos da PUCRS.

Deixe uma resposta