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out 15

Lei do Bem – o case da SoftDesign – Final

Lei do Bem – o case da SoftDesign – Final

No post anterior destaquei maiores informações sobre a Lei do Bem e os benefícios de ser uma empresa reconhecidamente inovadora pelo MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Neste post final vou detalhar o nosso case de inovação e o caminho que trilhamos, com os parceiros que elegemos, para submeter nosso projeto de inovação de processo.

Inicialmente, cabe destacar o que o Manual Pintec (2011) informa sobre a inovação de processo:

Inovação de processo se refere à implementação de um novo ou substancialmente aperfeiçoado método de produção ou de entrega de produtos (bens ou serviços). Envolve também mudanças significativas em técnicas, equipamentos e/ou softwares em atividades de apoio à produção. Uma inovação de processo pode ter por objetivo produzir ou entregar produtos novos ou substancialmente melhorados, os quais não podem ser produzidos ou distribuídos através de métodos convencionais já utilizados pela empresa, ou pode visar ao aumento da eficiência produtiva ou da entrega de produtos existentes. Seu resultado, portanto, deve ser significativo em termos do aumento da qualidade dos bens ou serviços ou da diminuição dos custos unitários de produção e entrega.”

Nossa inovação de processo foi resultado da organização de uma equipe de colaboradores, consultores e agentes de pesquisa especializados em metodologia de desenvolvimento de software, no âmbito de um projeto de implementação MPS.BR Nível E. Além de um novo processo para desenvolvimento de software, foram desenvolvidos vários sub-sistemas/componentes de software para apoio ao desenvolvimento, valendo-se da integração de um conjunto de ferramentas baseado em soluções de software livre, para superar o desafio de desenvolver um processo absolutamente inovador. Os grandes parceiros desta etapa foram a ENGSOFT e a SOFTSUL, além claro de todo o time de colaboradores da empresa, que apoiaram a construção colaborativa do processo, forneceram feedback constante e adotaram no seu dia a dia a nova proposta de entrega de valor da empresa.

A adoção do novo processo trouxe ganhos de produtividade ao setor de desenvolvimento de software e para toda a empresa, afinal, a implementação do novo processo não se ateve ao núcleo de desenvolvimento de sistemas: foram também implementados e disseminados processos para apoiar a gestão de recursos e capital humano, medições organizacionais, gestão da qualidade, gestão de configuração e gestão de portfólio de projetos e programas (este último, apresentado no último WAMPS – Workshop Anual do MPS.BR). Ao fim do processo de implementação do MPS.BR, conseguimos ainda a façanha (até então inédita no país) de sermos a primeira empresa do Brasil a avaliar a implementação de uma processo MPS.BR de Nível E dentro da mesma semana (normalmente isso ocorre em um intervalo de um mês).

Além do retorno acima descrito e dos resultados que ainda colhemos hoje, como a conquista de novos clientes e mercados, os benefícios fiscais obtidos com a submissão e enquadramento do projeto como inovação, foram da ordem de mais de 20% do valor total investido. Um incentivo bem interessante para inovadores de primeira viagem em Lei do Bem, mas que fez toda diferença na conta final.

Para finalizar, cabe destacar os parceiros que nos ajudaram na empreitada: inicialmente os consultores André Leão e Débora Gouveia (SOFTSUL), que nos apoiaram na organização inicial da documentação e a empresa GT Consultoria, através dos consultores Diego Teixeira e Ivo Seixas, que foram incansáveis no desenvolvimento de nosso relatório científico para apresentação ao MCTI.

A ideia inicial de contar-lhes a respeito de nosso case de inovação e utilização dos benefícios fiscais da Lei do Bem foi o de informar como é razoavelmente simples inovar e usufruir dos benefícios ao fazê-lo. Além disso, acredito relevante falar sobre o tema para que empresários, gerentes de portfólio e CIOs saibam que este tipo de benefício pode ajudar a viabilizar projetos em suas organizações. Basta um pouco de organização na empresa, acertar na escolha dos parceiros e claro, um projeto inovador a ser desenvolvido.

Espero, com meu relato, ter-lhes influenciado positivamente e espero também que nosso Congresso Nacional não cometa a asneira de descontinuar o incentivo a inovação no Brasil, não fazendo valer os efeitos da MP 694/2015.

Qualquer informação adicional, estou a disposição.

Até o próximo post!

Osmar A M Pedrozo
Osmar A M Pedrozo

CEO da SoftDesign, bacharel em Ciências Contábeis/UFRGS, Especialista em Controladoria/UFRGS e Mestrando em Administração pela UFRGS. Professor de Gerenciamento de Custos em Projetos da Pós-graduação em Gerenciamento de Projetos da PUCRS e Unilasalle. Desde 1990 trabalhando com Tecnologia da Informação.

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