30
set 15

Lei do Bem – o case da SoftDesign – parte I

Lei do Bem – o case da SoftDesign – parte I

No meio de tanta notícia ruim e informes de crise por todos os lados em nosso país, proponho, sem pretensão, uma mudança da pauta: Como? Começando a falar de coisas que dão certo. E de novo, sem pretensão, irei trazer aqui e nos próximos posts, como a SoftDesign – uma empresa de desenvolvimento de software, conseguiu se beneficiar dos incentivos da Lei do Bem para inovação de seus processos de desenvolvimento e como sua empresa pode seguir nossos passos para também inovar, usufruindo dos benefícios fiscais na sua organização.

Antes de entrar nos detalhes do case da SoftDesign, vou estabelecer os pontos que considero essenciais para o sucesso do projeto de inovação. Para tal, irei destacar nos posts que seguem as necessidades de ambiente da empresa que entendo necessárias para a inovação acontecer, a necessidade de conhecimento a respeito da Lei e a necessidade de desenvolvimento das parcerias certas.

Sobre ambiente para inovação

Em um recente estudo do qual participamos, aprendemos que o ambiente de maturidade de uma empresa com anos de estrada, desde sua capacidade de desenvolvimento, operação, gestão e transação, podem ser relevantes para se criar o ambiente propício para a inovação. Empresas que estão muito sobrecarregadas com as atividades operacionais de sua função fim, com problemas de relacionamento com clientes e sem visão estratégica definida, em teoria estão menos propensas ou estruturadas para inovar. Não que não seja possível ocorrer inovação em empresas com este perfil. É possível. De todo modo, em se tratando de um projeto de inovação que vise usufruir de benefícios fiscais da Lei do Bem, é necessário que exista sim um cuidado com a gestão, principalmente de processos ligados a área administrativa, contábil e fiscal.

Cabe destacar que um projeto de inovação não deve ser visto como um projeto qualquer da empresa. Dentro do portfólio de projetos da organização, ele deve ser visto como aquele que irá trazer diferenciação e garantir sustentabilidade para a empresa no futuro próximo. É um investimento que deve gerar resultados no futuro. Só por isso, cabe tratá-lo com atenção e priorização. Se o projeto for candidato a usufruir os benefícios fiscais, então, cabe mais atenção ainda, pois o controle dos valores investidos, que servirão de base de cálculo dos benefícios, deve ser cuidadoso pelo simples motivo de que é necessário prestar contas ao MCTI – Ministério da Ciência e Tecnologia, órgão que avalia e enquadra o projeto como de inovação ou não. Além disso, em caso de aprovação como projeto de inovação, todas as informações prestadas podem ser fruto de auditoria por parte da Receita Federal do Brasil no futuro.

Para facilitar a prestação de contas a empresa precisa de organização: registro das planilhas de horas e atividades do time que participa do projeto, registros contábeis confiáveis incluindo, por exemplo, o rateio de custos caso algum funcionário não tenha dedicação exclusiva ao projeto, notas fiscais de investimentos feitos para o projeto e por aí vai. Uma dica importante é, além de amplo estudo sobre o assunto, buscar entender o mecanismo de submissão do projeto no MCTI: o famoso FORMP&D. A partir das informações que deverão ser fornecidas, principalmente no que tange aos dispêndios realizados, a empresa já pode ter uma ideia dos itens que serão exigidos.


No próximo post darei continuidade falando sobre a Lei do Bem, os parceiros e nosso case.

LEI DO BEM – O CASE DA SOFTDESIGN – PARTE II

Osmar A M Pedrozo
Osmar A M Pedrozo

CEO da SoftDesign, bacharel em Ciências Contábeis/UFRGS, Especialista em Controladoria/UFRGS e Mestrando em Administração pela UFRGS. Professor de Gerenciamento de Custos em Projetos da Pós-graduação em Gerenciamento de Projetos da PUCRS e Unilasalle. Desde 1990 trabalhando com Tecnologia da Informação.

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