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ago 18

Open Banking com Eduardo Farah

Open Banking com Eduardo Farah

No dia 3 de agosto, tivemos o prazer de receber Eduardo Farah para um bate-papo com nossos colaboradores e parceiros sobre Open Banking. O co-founder da SoftDesign que vive em Miami, nos Estados Unidos, hoje é o Principal Sales Consultant de Financial Services para Oracle Américas, especializado em Transformação Digital de Core Bancário.

Em um primeiro momento, Eduardo conversou com os colaboradores da SoftDesign sobre sua experiência no exterior. Discorreu sobre a decisão de emigrar, sobre os desafios de viver longe de pessoas queridas e, principalmente, sobre trabalhar desde 2007 na Oracle, uma das grandes players do mercado tecnológico mundial.

Em seguida, Eduardo explorou o tema Open Banking, o que também foi feito em sessão subsequente para nossos parceiros do Banco Topázio, Lojas Quero-Quero, Sicredi, SRM Asset, Sucesu-RS e Verde Card. Ele salientou que “Open Banking é tudo aquilo que ainda não fizemos, são milhares de funcionalidades que podem ser construídas por meio da união de diversas tecnologias/soluções que irão proporcionar uma nova jornada para o usuário”.

Invasão de fintechs

Essas tecnologias são fruto das fintechs, startups que trabalham para inovar e otimizar serviços do setor financeiro, desburocratizando-os e tornando-os mais práticos. Segundo Eduardo, dados da EY FinTech Adoption Index mostram que em 2015, 18% de todas as transações de pagamento nos Estados Unidos eram feitas por meio delas e, no final de 2017, esse número já atingia 50%. “Paypal e Square são exemplos dessas funcionalidades que entraram no mercado financeiro e passaram a ocupar um espaço antes dominado pelos bancos”, destacou.

Economia de APIs

As fintechs impulsionaram o desenvolvimento de APIs financeiras, que são as mais criadas atualmente no mundo. Eduardo pontuou que o crescimento desses padrões de programação está acentuado desde 2014 e afirmou: “É bem provável que hoje, se você é desenvolvedor, vai achar API para tudo na web. Ou seja, é provável que você construa uma solução só orquestrando APIs”.

Multiplicação de soluções

O resultado de tal transformação digital no mercado financeiro é que, agora, não existem mais situações para as quais as soluções são monolíticas. “O banco pode fornecer a conta corrente, o empréstimo, talvez tenha uma solução de cartão de crédito, mas ele não tem a essência, que é o perfil de como nós usamos a tecnologia atualmente. Isso falta ao banco porque a indústria financeira é reativa, só apresenta opções depois dos acontecimentos”, comentou Eduardo.

O banco do futuro

É neste cenário que a parceria com as fintechs é vantajosa. A ideia é que, por meio dela, o banco seja pró-ativo. Ao identificar que um usuário está buscando uma casa nova, um carro novo, ou planejando uma viagem, por exemplo, ele entre em contato por meio de um robô (chatbot) e ofereça opções de financiamento, formas de facilitar a concretização do sonho em questão. Open Banking é participar de um ecossistema que identifica a necessidade, sem que seja preciso expô-la ao banco, e oferece a melhor solução ao cliente.

Open Banking

Para facilitar a compreensão, Eduardo convidou todos a imaginarem a seguinte situação: “Pedro, que gosta de cervejas artesanais, criou um evento no Facebook para que todos os meses ele e seus amigos se encontrem para beber cerveja. Porém, ele não pagará todas as cervejas, precisará de ajuda. Um robô, com o conceito de chatbot, lê os eventos do Facebook criados pelo Pedro e sugere que ele peça para seus amigos realizarem pagamentos peer-to-peer, transferência mobile direta para a conta de Pedro. Pedro aceita e, em um segundo momento, o mesmo robô oferece a Pedro um API para pedir comida no evento e outro para agendar um carro particular. Onde está o banco em todo esse processo? Em um único API, o de pagamento. Isso é Open Banking”.

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Micaela L. Rossetti
Micaela L. Rossetti

Coordenadora de Marketing da SoftDesign, é formada em Jornalismo (UCS) e mestre em Comunicação Social (PUCRS). Especialista em comunicação e marketing digital, é aluna do MBA em Gestão de Projetos da PUCRS.

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