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abr 19

SoftDrops sobre Vagrant

SoftDrops sobre Vagrant

O tema do SoftDrops do dia 10 de abril foi Vagrant. O nosso QA Matheus Souza falou aos colegas sobre o conceito da ferramenta, suas vantagens e como ela pode ser incluída no contexto DevOps.

Ambientes de desenvolvimento padronizados

Criado pela Hashi Corp, o Vagrant é responsável por provisionar softwares e gerenciar pacotes em máquinas virtuais (VMs). Ele tem como objetivo padronizar ambientes de desenvolvimento de software para que determinadas configurações possam ser instaladas em diferentes máquinas de forma automática (não manual).

Esse processo ocorre a partir de um arquivo chamado Vagrantfile, que declara todos os itens que uma máquina deve ter, tais como: requisitos de software, pacotes, configuração do sistema operacional, usuários e etc. Assim, quando uma dessas máquinas – dos sistemas operacionais Linux, Apple ou Windows – requer as configurações de ambiente já aplicadas nas demais, o Vagrant pode ser utilizado.

Instalação e execução do Vagrant

Para que o Vagrant opere, é preciso que a máquina tenha providers, boxes e se necessário provisioners instalados. Os providers são máquinas virtuais onde o ambiente será executado, que podem ser o VirtualBox, VMware e AWS. Já os boxes, são imagens base para clonar uma VM; e os provisioners, que podem ser o Chef, Puppet ou Docker, são responsáveis por pré-instalar aplicações e definir configurações.

Conforme Matheus, o primeiro passo é instalar um provider – que será responsável pelo hardware da máquina – e na sequência, instalar o Vagrant e o provisioner no ambiente onde se pretende executar os itens dessa máquina. “Após, é preciso criar uma nova pasta – ou selecionar a pasta do projeto – e inserir nela o arquivo chamado Vagrantfile”, explicou.

Posterior à configuração do hardware com o provider, é necessário criar uma pasta chamada ‘manifests’ com um arquivo de nome ‘sua_aplicacao.ppt’, na qual os comandos serão inseridos via provisioner. “Após o ambiente configurado, basta ‘subir’ a máquina com o comando ‘vagrant up’ e logo após ‘puppet apply -f manifests/”sua_aplicacao”.ppt’. A partir disso, a máquina estará pronta com os requisitos definidos inicialmente”, concluiu.

Vagrant como ferramenta de DevOps

O Vagrant pode ser parte da cultura DevOps de uma empresa, que tem como objetivo automatizar e unir processos da equipe de desenvolvimento e operação. A integração entre essas duas frentes tem como intuito promover um trabalho mais sinérgico, focado mais no relacionamento entre as pessoas e menos na ‘burocratização’ das tarefas.

Para Matheus, “o Vagrant facilita a infraestrutura e a operação de um projeto de desenvolvimento de software ao criar, gerenciar e padronizar ambientes virtuais. Assim, com todas as máquinas de um mesmo projeto utilizando os mesmos requisitos, ele viabiliza um trabalho mais ágil e organizado, que proporciona melhorias nas entregas das equipes”, esclareceu.

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Bruna Leite
Bruna Leite

Assistente de Marketing da SoftDesign, graduada em Relações Públicas, é entusiasta em diversas áreas da comunicação: marketing digital, comunicação interna, produção de conteúdo e design gráfico.

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