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mai 15

Testes automatizados – Parte 2: Problemas do teste manual

Testes automatizados – Parte 2: Problemas do teste manual

Dando sequencia à série de posts sobre os testes automatizados, vamos discutir algumas falhas do teste manual.

Pra começar, como funciona o teste manual?

O teste funcional manual é executado por uma pessoa que utiliza o sistema, executando manualmente uma série de fluxos planejados (conhecidos como casos de teste ou cenários de teste).
Nessa forma de trabalho, geralmente um Testador mais experiente escreve os casos de teste, que podem ser registrados em uma ferramenta como o Testlink, por exemplo. Depois, a cada versão disponível ou alteração feita no sistema outro testador executa esses fluxos planejados, verificando se o sistema gera a saída esperada para cada ação executada.

E a cobertura, como fica?

Neste ponto é importante pensarmos no conceito de cobertura: Um software é formado por muitas funcionalidades e elementos. A cobertura do teste é o percentual de funcionalidades e elementos que são testados ao se executar determinado conjunto (ou suíte) de testes.

No teste funcional manual, por mais que o planejamento dos cenários seja muito bem feito e com ótima cobertura, a cobertura da execução depende totalmente do EXECUTOR a cada execução.

Problemas conhecidos

  • Testadores viciam! Quando uma pessoa passa muitas vezes pelo mesmo fluxo, pela mesma tela, pelo mesmo botão, acaba “viciando”. Esse termo é usado para dizer que a pessoa já não dá mais a mesma atenção para aquele teste como deu na primeira vez que executou.
  • Testadores acordam de mal humor as vezes… Outras vezes estão com sono, e outras vezes ficam doentes. Em resumo, depender de uma pessoa e de sua atenção é uma chance de falha enorme.
  • Teste manual é lento demais para fluxos de entrega contínua ou para problemas em produção. A questão aqui é regressão, ou seja, a realização de testes em partes do sistema que já estavam prontas e testadas, e que teoricamente nem foram alteradas.
    A melhor forma de ter segurança em produção é executando testes de regressão a cada alteração. O problema é a viabilidade de custo e tempo para realizar estes testes cada vez que uma feature é incluída ou que um defeito é corrigido.

Em resumo, o teste funcional manual não é muito confiável quando dependemos apenas dele para testar TODO o sistema e garantir a regressão em cada alteração.
Além disso, o teste funcional sozinho é perigoso, e deveria ser combinado com testes de unidade para garantir que as partes estão funcionando.

Comparação

Cada tipo de teste tem suas vantagens, confira:

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Recomendações

Por todas as falhas do testes manual e pelas características de cada tipo de testes, é recomendado que se usem testes manuais apenas para ‘pensar’ naquelas situações complexas ou inesperadas, gerando novos testes automatizados quando encontrá-las.

Recomenda-se ainda uma quantidade significativa de testes funcionais automatizados, para poder realizar testes de regressão rapidamente, garantindo o funcionamento do sistema após alterações.

Por fim, essa estrutura tem que ser baseada em uma grande quantidade de testes unitário, que garanta que as parte estão corretas.

Infelizmente, a realidade normalmente é o contrário!

 

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william.jablonski
william.jablonski

Especialista em Qualidade e Testes, atua com automação de teste, integração contínua, feedback contínuo e métodos ágeis para desenvolvimento de software.

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