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Etapas do Design Thinking: como impulsionar a transformação digital em empresas de tecnologia

Por 30/09/2024 30/01/2026 13 minutos

O Design Thinking é uma abordagem centrada no ser humano que combina empatia, experimentação e colaboração para resolver problemas complexos. Ao aplicar as etapas do Design Thinking, empresas conseguem estruturar a inovação de forma mais eficiente e orientada a resultados.

Em um cenário onde inovar é essencial para manter a competitividade — especialmente em empresas de tecnologia —, esse processo ajuda a repensar produtos, serviços e processos com foco nas necessidades dos usuários e do negócio.

Embora tenha surgido no design, o Design Thinking se consolidou como um framework estratégico amplamente adotado por líderes e gestores. Seu processo estruturado permite enfrentar desafios complexos com mais clareza, reduzindo riscos e acelerando a tomada de decisão em iniciativas de inovação.

Para empresas de médio e grande porte, seguir as etapas do Design Thinking impulsiona a transformação digital ao integrar tecnologia, processos e pessoas. Como resultado, as organizações alcançam maior eficiência operacional, melhor experiência do usuário e vantagem competitiva.

Confira, a seguir, as principais etapas e exemplos práticos de aplicação.

Etapas do Design Thinking: guia passo a passo para inovação em tecnologia


O Design Thinking é um processo colaborativo e iterativo para a criação de soluções inovadoras. Suas etapas ajudam empresas de tecnologia a reduzir incertezas, alinhar times multidisciplinares e validar soluções antes de grandes investimentos.

Na prática, as etapas do Design Thinking são: Imersão, Ideação, Prototipagem e Testes e Iteração. Juntas, elas formam um processo estruturado para desenvolver soluções inovadoras centradas no usuário, reduzindo riscos e orientando decisões estratégicas.

Explore cada uma delas a seguir!

1. Imersão: entender usuários e reduzir riscos desde o início

Primeiramente, o time mergulha no problema ou desafio, buscando entender a fundo as reais necessidades dos usuários. Nesse sentido, ferramentas como entrevistas, mapas de empatia, jornadas do usuário, observação e pesquisas qualitativas são utilizadas para mapear as dores e oportunidades.

O objetivo é garantir que a solução seja relevante e orientada às demandas dos usuários. Para líderes de tecnologia, essa etapa é essencial para evitar decisões baseadas em suposições e alinhar soluções às reais dores do negócio.

2. Ideação: gerar soluções criativas com colaboração entre áreas

Logo após, com os insights da Imersão, o time sugere ideias criativas para solucionar o problema identificado. Técnicas como brainstorming, mind mapping e dinâmicas em grupo são usadas para incentivar a diversidade de pensamento.

Nesta fase, o foco é explorar ao máximo as soluções possíveis, sem julgamentos, incentivando a colaboração entre tecnologia, produto e negócios.

3. Prototipagem: testar rapidamente e validar hipóteses de negócio

Posteriormente, as ideias mais promissoras ganham forma por meio de protótipos simples e funcionais. O uso de protótipos e MVPs permite validar hipóteses técnicas e de negócio rapidamente, reduzindo custos e acelerando a tomada de decisão.

Essa etapa permite que as soluções sejam testadas de forma ágil, gerando insights valiosos a partir de feedback real.

4. Testes e Iteração: melhorar continuamente e alinhar ao objetivo estratégico

Depois que os protótipos são submetidos a testes com usuários, o feedback obtido orienta ajustes e melhorias. O ciclo contínuo de testes e iteração garante que o produto ou serviço final esteja alinhado às expectativas dos usuários e aos objetivos estratégicos da empresa.

Ou seja, essa abordagem aumenta as chances de sucesso ao minimizar riscos antes de grandes investimentos.

Com esse processo, o Design Thinking assegura um desenvolvimento guiado por dados, aumentando a previsibilidade dos resultados e reduzindo riscos em iniciativas de inovação tecnológica.

Como as etapas do Design Thinking impulsionam a inovação digital


O Design Thinking é uma ferramenta poderosa para integrar criatividade, tecnologia e inovação em processos e produtos digitais. Para aprofundar o conceito, veja nosso artigo: Design Thinking: o que é e como impulsiona a inovação em produtos digitais.

Suas etapas — Imersão, Ideação, Prototipagem e Testes — permitem que empresas desenvolvam soluções centradas nas necessidades reais dos usuários, ao mesmo tempo que aceleram a transformação digital e o impacto no negócio.

Nesse sentido, ao adotar essa abordagem, as organizações conseguem alinhar estratégias de inovação de maneira prática e eficaz, rompendo silos organizacionais e garantindo que a tecnologia implementada atenda aos objetivos do negócio e às demandas de mercado.

Ou seja, como resultado, seu time terá processos mais ágeis, eficientes e ajustados à realidade digital.

Um exemplo prático desse alinhamento é a transformação do sistema Backoffice da Liberum Ratings, 2ª maior agência de Ratings do Brasil, que enfrentava desafios devido a um sistema legado defasado.

A SoftDesign aplicou o Design Thinking para mapear necessidades do time, identificar pontos críticos e propor um novo sistema core que permitisse análises com mais velocidade e precisão.

O sistema aprimorado fortalece o core business da Liberum Ratings e possibilita a criação de novos negócios e fontes de receita.

Com ganhos em velocidade, processamento, qualidade e escala, o Backoffice agora desempenha um papel crucial na evolução da Business Intelligence da empresa, acelerando sua transformação digital.

Esse caso demonstra claramente como as etapas do Design Thinking conectam inovação, tecnologia e eficiência operacional, gerando resultados estratégicos mensuráveis.

Benefícios estratégicos das etapas do Design Thinking para empresas de tecnologia

As etapas do Design Thinking não apenas estruturam o processo de inovação, mas também trazem benefícios concretos para empresas de tecnologia, alinhando criatividade, tecnologia e resultados de negócio.

A aplicação consistente dessas etapas ajuda organizações a reduzir riscos, acelerar decisões e gerar soluções centradas no usuário, promovendo transformação digital de forma eficaz.

A jornada da transformação digital com Design Thinking


O Design Thinking otimiza processos, produtos e serviços durante a transformação digital. Para que isso ocorra, desde a compreensão das necessidades dos usuários até o desenvolvimento de soluções criativas na fase de Ideação, essa abordagem promove a digitalização das operações e a melhoria dos produtos.

Durante a Prototipagem, o uso de MVPs permite testar rapidamente as ideias, garantindo que as soluções sejam ágeis e ajustadas às demandas do mercado e dos usuários.

Para ilustrar, o Sicredi aplicou Design Thinking em projetos como PIX e Open Banking, enquanto a Premium Tabacos digitalizou sua cadeia produtiva com um aplicativo que melhorou a eficiência e o engajamento.

Exemplos práticos de Design Thinking em negócios


Atualmente, diversas empresas de tecnologia e renome têm adotado o Design Thinking como estratégia fundamental para impulsionar sua transformação digital, obtendo resultados tangíveis em eficiência e inovação.

  • SAP redefiniu suas soluções em nuvem, melhorando a experiência do usuário e aumentando a satisfação do cliente.
  • Samsung utilizou o Design Thinking para desenvolver produtos que ressoam com o mercado, fortalecendo sua liderança.
  • Airbnb integrou feedback contínuo dos usuários, aumentando a retenção de clientes e expandindo globalmente.
  • IBM incorporou o Design Thinking para promover a colaboração entre equipes multidisciplinares, acelerando o desenvolvimento de novos produtos e melhorando sua capacidade de resposta ao mercado.

Em outras palavras, esses casos ilustram como o Design Thinking pode ser um motor para a transformação digital, levando a resultados concretos nas operações e na User Experience.

Ferramentas e técnicas usadas no Design Thinking


O Design Thinking oferece diversas ferramentas e técnicas práticas que facilitam a inovação digital, destacando-se os workshops de cocriação e a prototipagem rápida. Os workshops de cocriação reúnem equipes multidisciplinares e stakeholders para gerar ideias e soluções colaborativas.

Nesses encontros, técnicas como brainstorming, mapas de empatia e jornadas do usuário são utilizadas para explorar profundamente as necessidades dos clientes e os desafios enfrentados. Essa abordagem colaborativa garante que as soluções sejam desenvolvidas a partir de diferentes perspectivas, promovendo a criatividade e a inovação.

Por outro lado, a prototipagem rápida também é outra técnica essencial no Design Thinking, visto que permite que as equipes criem versões simplificadas de produtos ou serviços em pouco tempo.

Utilizando materiais acessíveis, como papel, canetas e software de design, é possível transformar ideias em protótipos tangíveis que podem ser testados e validados com usuários reais. Isso fornece feedback imediato, permitindo ajustes rápidos e eficazes.

Além disso, a abordagem customer-centric é fundamental para a inovação digital. Ao colocar o cliente no centro do processo de desenvolvimento, as empresas garantem que suas soluções atendam às reais necessidades e expectativas dos usuários, resultando em produtos mais relevantes e bem-sucedidos no mercado.

Essa união de técnicas e foco no cliente cria um ambiente propício para a inovação contínua.

Metodologia Ágil e Design Thinking


A combinação de Design Thinking com metodologias ágeis, como Scrum e Kanban, também acelera a transformação digital ao criar um ciclo contínuo de inovação e adaptação.

Integrando essas abordagens, as empresas conseguem desenvolver soluções criativas, testá-las rapidamente e ajustar-se com agilidade às mudanças, promovendo maior colaboração e alinhamento estratégico.

Ao aplicar o Design Thinking no início de projetos ágeis, as equipes identificam problemas de forma mais precisa e geram soluções que são rapidamente testadas e validadas em ciclos iterativos, reduzindo o risco de falhas e acelerando a implementação de inovações.

Nesse sentido, a sinergia entre as metodologias também promove uma colaboração constante entre diferentes áreas e stakeholders, o que fortalece a cultura organizacional e assegura que todos estejam focados em objetivos comuns, impulsionando a transformação digital de forma ágil e sustentável.

O papel da ideação e da prototipagem no ciclo de inovação


As fases de Ideação e Prototipagem são fundamentais para a inovação contínua dentro da transformação digital, pois permite que as empresas explorem e testem novas ideias de maneira eficaz.

Durante a Ideação, as equipes reúnem-se para gerar soluções criativas. Essa diversidade de perspectivas não apenas enriquece o processo criativo, como também ajuda a identificar soluções inovadoras que podem ser direcionadas para as necessidades reais dos usuários.

Logo após a Ideação, a Prototipagem se torna essencial. Isso porque criar protótipos de baixa fidelidade permite que os times visualizem e testem suas ideias rapidamente, proporcionando feedback valioso antes de investir em desenvolvimento mais complexo.

Essa abordagem reduz riscos, minimiza custos e acelera o tempo de entrega, alinhando-se perfeitamente à dinâmica da transformação digital.

Na SoftDesign, nosso serviço de Concepção para Transformação Digital integra essas fases de maneira estruturada e focada, promovendo uma compreensão profunda das necessidades dos usuários e assegurando que as soluções desenvolvidas sejam testadas e aprimoradas em ciclos contínuos.

Temos um histórico de projetos de sucesso, realizados em colaboração com empresas renomadas que validaram nossa metodologia. Isso nos permite afirmar que nossa abordagem não apenas melhora a eficiência operacional, mas também gera resultados tangíveis, como aumento na satisfação do cliente e maior agilidade no mercado.

Assim, a Concepção para Transformação Digital se estabelece como um catalisador essencial para a inovação contínua nas empresas.

“A metodologia da concepção mudou minha forma de lidar com processos complexos e demorados. Agora eu começo ouvindo as pessoas de diferentes áreas, fazendo brainstorming, antes de mapear qualquer solução”, Thainá Garcia, Supervisora de TI na Premium Tabacos do Brasil.

Conclusão


Em suma, o Design Thinking se destaca como um motor da transformação digital em médias e grandes organizações, proporcionando uma abordagem centrada no usuário que impulsiona a inovação.

Ao entender profundamente as necessidades dos clientes e integrar feedback contínuo, as empresas podem desenvolver soluções relevantes e adaptáveis, aumentando sua vantagem competitiva no mercado.

Isso significa que essa abordagem promove a colaboração entre diferentes áreas da empresa, gerando um ambiente propício para a criatividade e a experimentação. Como resultado, as organizações se tornam mais ágeis e responsivas às mudanças do mercado, garantindo que suas ofertas atendam às expectativas dos usuários.

A implementação das etapas de Design Thinking melhora a eficiência dos processos, pois transforma a cultura organizacional em uma jornada contínua de inovação.

Assista ao vídeo abaixo e conheça o jeito Soft de inovar com Design Thinking!

Perguntas frequentes


Confira as respostas para as principais dúvidas sobre Design Thinking na transformação digital.

Quais são as etapas do Design Thinking?

O método de design inclui as etapas de imersão, ideação, prototipagem e testes.

Quais são os processos de design?

Os processos de design envolvem a pesquisa e definição do problema, geração de ideias (ideação), desenvolvimento de protótipos e testes com usuários. Cada etapa busca criar soluções centradas nas necessidades reais do usuário.

Como o Design thinking impulsiona a transformação digital?

O Design Thinking impulsiona a transformação digital ao integrar empatia, criatividade e colaboração, permitindo que empresas criem soluções inovadoras centradas no usuário. Isso acelera a digitalização de processos, produtos e serviços, promovendo maior agilidade e eficiência.

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Foto do autor

Pâmela Seyffert

Content Marketing Analyst na SoftDesign. Jornalista (UCPEL) com MBA em Gestão Empresarial (UNISINOS) e mestrado em Comunicação Estratégica (Universidade Nova de Lisboa). Especialista em comunicação e criação de conteúdo.

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